Nestes últimos dias tenho observado a discussão em torno da menina do cabelo azul que foi impedida de frequentar as aulas em um colégio aqui em Uberaba/MG [sim, eu moro neste fim de mundo]. Se pesquisar no google com o termo menina de cabelo azul vai poder se atualizar, caso não tenha ouvido algo sobre o assunto [ou se tiver preguiça, clique aqui e aqui para ler duas reportagens sobre o assunto].
O caso vem crescendo na região [e não duvido nada que logo será assunto no Fantástico ou em outro programa deste tipo]. Enquanto protestos são feitos na tentativa de chamar mais atenção para o assunto, preferi comentar o assunto sobre um outro ângulo.
Não. Não vou debater sobre a liberdade de expressão, cerceamento de direitos ou menos ainda a vontade implícita de padronização ou o preconceito latente na sociedade [tendo este caso como exemplo]. Também não vou jogar letras e palavras aqui para construir um argumento em defesa da liberdade do dono do estabelecimento de ensino em quer ou não padrões entre seus frequentadores [nenhuma das palavras esta frase foi usada sem intenção, ok?].
A questão que mais me assusta não é a proibição, a forma da proibição ou mesmo o cabelo azul. Nada disso é importante quando se observa a necessidade das pessoas em transformar ações em espetáculos. É curiosa a capacidade dramática [e também criativa, por que não?!] das pessoas ao transformarem o incidente em algo fora de proporções, forçando memes sobre o assunto e "politizando" os acontecimentos. Como observador externo, sinto-me atraído em perceber como as pessoas reagem, consomem, digerem e transmitem.
Se concordo com a proibição? Não. Se concordo com a permissividade dos envolvidos em transformar [ou pelo menos tentar transformar] isto em um grande ato cívico? Também não. É o poder de mídia embutido em cada um que me assusta nestas situações. É o circo. É o pão. São os leões. Estes sim que julgo necessário serem discutidos. A redução de experiências a reações vazias, consumistas, imediatistas e midiáticas. O grande espetáculo. Dando-se tapas nos ombros quando se atinge o objetivo de visibilidade. Pois isto é democracia. Isto é cidadania...
Em uma sociedade tão esfomeada, ações assim não satisfazem. São aperitivos que demandam outras semelhantes. Se superficialmente, é esta a percepção de se obter algum reconhecimento e se atingir à comunidade, pergunto aqui os efeitos reais quando a tenda for desmontada? Uma vez fora dos holofotes, qual a mudança que isto poderá ter causado na percepção de cada um que por acaso leu, participou, ficou sabendo, compartilhou em redes sociais ou viu pela televisão? Qual o impacto numa organização social tão homogenizada e homogenizante? Proíbam quantos cabelos azuis quiserem. Protestem infinitamente. Compartilhem quantos smurfs julgarem necessários. Se isto é o necessário para interiorizar o aprendizado adquirido. Somente não se esqueçam de se perguntarem 'o que deveria aprender?' antes que atirem mais pães envelhecidos ou acendam mais luzes brilhantes...
Eh Phoda!!!
Não. Não vou debater sobre a liberdade de expressão, cerceamento de direitos ou menos ainda a vontade implícita de padronização ou o preconceito latente na sociedade [tendo este caso como exemplo]. Também não vou jogar letras e palavras aqui para construir um argumento em defesa da liberdade do dono do estabelecimento de ensino em quer ou não padrões entre seus frequentadores [nenhuma das palavras esta frase foi usada sem intenção, ok?].
A questão que mais me assusta não é a proibição, a forma da proibição ou mesmo o cabelo azul. Nada disso é importante quando se observa a necessidade das pessoas em transformar ações em espetáculos. É curiosa a capacidade dramática [e também criativa, por que não?!] das pessoas ao transformarem o incidente em algo fora de proporções, forçando memes sobre o assunto e "politizando" os acontecimentos. Como observador externo, sinto-me atraído em perceber como as pessoas reagem, consomem, digerem e transmitem.
Se concordo com a proibição? Não. Se concordo com a permissividade dos envolvidos em transformar [ou pelo menos tentar transformar] isto em um grande ato cívico? Também não. É o poder de mídia embutido em cada um que me assusta nestas situações. É o circo. É o pão. São os leões. Estes sim que julgo necessário serem discutidos. A redução de experiências a reações vazias, consumistas, imediatistas e midiáticas. O grande espetáculo. Dando-se tapas nos ombros quando se atinge o objetivo de visibilidade. Pois isto é democracia. Isto é cidadania...
Em uma sociedade tão esfomeada, ações assim não satisfazem. São aperitivos que demandam outras semelhantes. Se superficialmente, é esta a percepção de se obter algum reconhecimento e se atingir à comunidade, pergunto aqui os efeitos reais quando a tenda for desmontada? Uma vez fora dos holofotes, qual a mudança que isto poderá ter causado na percepção de cada um que por acaso leu, participou, ficou sabendo, compartilhou em redes sociais ou viu pela televisão? Qual o impacto numa organização social tão homogenizada e homogenizante? Proíbam quantos cabelos azuis quiserem. Protestem infinitamente. Compartilhem quantos smurfs julgarem necessários. Se isto é o necessário para interiorizar o aprendizado adquirido. Somente não se esqueçam de se perguntarem 'o que deveria aprender?' antes que atirem mais pães envelhecidos ou acendam mais luzes brilhantes...
Eh Phoda!!!
1 comentários:
Só tenho algo a dizer... Adriano, vc é phoda!!! Parabéns pelo texto! ; D
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